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30 abril 2021

O que é aftermarket?

Muitas vezes, os lugares de origem criam palavras que denominam um setor. Esse é um caso para delivery, startup, coquetel, muçarela, piquenique. Essas palavras são denominadas estrangeirismos. O mesmo ocorre com o aftermarket, ou simplesmente, mercado de reposição.

A mesma peça, do mesmo fabricante, para o mesmo veículo, já é aftermarket. Não importa se o item é produzido por um sistemista (empresa que trabalha diretamente com a montadora), ou por outra empresa de autopeças. Todos itens que não constituem o conjunto “original” de um carro quando este sai da fábrica, são consideradas aftermarket.

Esse setor é responsável pela substituição das peças originais em casos de falha, defeito ou melhorias. Devido à sua natureza, o contato do fornecedor aftermarket com os clientes é mais intenso, o que aumenta o diagnóstico de problemas e também a especificidade das soluções. Partes específicas de performance e estética, como rodas e aerofólios são exemplos típicos. A procura dos consumidores por peças faz a demanda pelo aftermarket acompanhar o crescimento e evolução da indústria.

As reposições representam o maior volume das vendas do setor. Uma estimativa criada pelo mercado sobre a necessidade de peças de reposição está no prazo de 3 anos para veículos pesados ou de carga, e 5 anos para veículos leves ou de passeio. Após esse período, os veículos começam a apresentar falhas em seus componentes e necessitar peças de reposição. Segundo o Sindipeças, no ano de 2020, a indústria de reposição representou 19,5% de um total de R$ 155 bilhões de faturamento da indústria automobilística, superando os 5 anos anteriores. No Brasil, a frota atual é de 46.240.038 veículos e a demanda por peças de performance e personalização segue paralelamente ao crescimento da indústria.

Além das gigantes do setor, que atuam em parceria com as montadoras, muitas empresas aftermarket criam componentes e são reconhecidas por suas características específicas. Dentre nomes famosos da indústria aftermarket está a K&N (filtros de ar), MSD (ignição), Mooneyes (calotas e coletores), Akrapovič (escapamentos), Okrasa (carburadores), Oettinger (linha Volkswagen), e a AMG, que tornou-se inclusive o braço de performance da Mercedes-Benz.

Para profissionais do setor de reparos, como mecânicos e eletricistas, as peças de reposição são essenciais para a movimentação do negócio. Existe muito conhecimento sobre as marcas e quais peças elas fabricam. Na pesquisa Marcas na Oficina**, a denominação “Peça Genuína Montadora” representou apenas 9,1% do total, o que significa que há conhecimento sobre marcas e produtos específicos do aftermarket.

*http://www.virapagina.com.br/sindipecas2021/
**https://www.oficinabrasil.com.br/hotsites/marcas-na-oficina-2020/